Via Leviatã – Morro da Cruz, Florianópolis

Via Leviatã – Morro da Cruz, Florianópolis

1 de novembro de 2026 0 Por Natan

Florianópolis tem duas vias que fazem parte das 50 Clássicas do Brasil. Uma delas escalamos exatamente um ano atrás e, dessa vez, retornamos à ilha para conhecer a outra: a Leviatã – VIsup E1, 25 metros, localizada no Morro da Cruz.
Uma escalada esportiva curta, mas muito divertida e que, apesar dos poucos metros, exige bastante de quem entra na parede.
Uma das vantagens da Leviatã é a facilidade de acesso. Para quem está em Floripa com pouco tempo disponível, meio período é mais que suficiente para chegar ao setor, fazer a escalada e retornar sem correria.
O caminho é simples. Chegando ao encontro da Rua Édio Ortiga Fedrigo com a Rua das Embaúbas, basta encontrar um lugar para estacionar e seguir a pé. No final da Rua Édio Ortiga Fedrigo, há um pequeno gramado e uma passagem pela cerca. Dali, seguindo pela direita, são menos de 10 minutos de caminhada até a parede do Morro da Cruz.
O setor tem outras vias, embora poucas com uma graduação mais social. A maioria apresenta dificuldades maiores, o que já dá uma boa ideia do perfil das escaladas por ali.
O lugar é tranquilo e agradável para passar algumas horas. Quando chegamos, havia alguns escaladores aproveitando o setor e, mais tarde, apareceu uma família com um bebezinho. Um ambiente bem sossegado, daqueles em que dá para escalar sem pressa e aproveitar o dia.
A via já começa exigindo atenção. A primeira proteção fica um pouco alta e, olhando de baixo, dá aquela sensação meio cabreira na hora de sair escalando para fazer a primeira costura.
Para mim, o crux veio logo no início. A linha segue em diagonal para a esquerda, com uma sequência de agarras de mão meio ruins e apoios para os pés piores ainda. Para completar, a inclinação da parede parece querer te jogar para fora o tempo todo.
É aquele tipo de lance em que você precisa encontrar a movimentação certa, porque ficar brigando com a parede não ajuda muito.
Passado esse trecho, a via se aproxima de uma pequena aresta e começa a seguir mais diretamente para cima. A escalada muda um pouco de característica e fica muito divertida, com movimentos interessantes e boas sequências de agarras.
Mas não pense que, depois do crux, é só passear até a parada!
Ainda aparece um ou outro lance que exige avaliar melhor a movimentação antes de continuar. A vantagem é que, de tempos em tempos, surgem uns “copos” enormes, excelentes agarras para segurar, dar uma recuperada e pensar no próximo movimento.
Vale a pena dar segurança lá de cima. Além de ser uma boa opção, o visual é fantástico!
Na descidas, uma corda de 60 metros é mais que suficiente. A parada conta com um excelente sistema para rapel e/ou descida de baldinho, tornando a descida bem prática.
Apesar de fazer parte da mesma lista das 50 Clássicas do Brasil, a Leviatã é bem diferente da outra via Tardes de Outono que escalamos em Florianópolis. São estilos distintos, cada um com suas características e dificuldades, mas os dois proporcionam escaladas muito divertidas.
Para quem gosta de escalada esportiva e estiver passando por Floripa, vale a pena reservar algumas horas para conhecer a Leviatã. Uma via curta, exigente na medida certa e que rende uma boa escalada.
Aproveitem e boas escaladas!

Acesso para o setor do Morro da Cruz.

Orientações.

Setor de escalada do Morro da Cruz em Florianópolis

Croqui do setor

Escalando a via Leviatã.

Luiza finalizando a via.

Casal Natan e Luiza no final da via Leviatã!

Visual da parada!