Via A Laçada do Pirocão – Tucum
O Tucum é um dos lugares que gosto muito de escalar. Uma boa caminhada até chegar às paredes, isolado, no meio das montanhas, um visual fantástico e escaladas mais longas. Claro que não dá para comparar com paredes enormes que existem fora do estado, mas, para o nosso perfil de parede aqui no Paraná, está ótimo.
Escalei a maioria das vias do setor, e a mais recente me surpreendeu. A via A Laçada do Pirocão não só foge do estilo predominante do setor, que é a aderência, como também apresenta uma linha peculiar. Aderência tem bastante, vara mato, um pouco de orientação, chaminé em “tesoura” e transferência de blocos. É uma via que vai fazer você pensar e avaliar um pouco antes de fazer o movimento, que algumas vezes não é óbvio.
O acesso não tem segredo. Iniciando por uma das vias mais escaladas do setor, a 10 Anos Depois, você vai escalar duas enfiadas cheias.
Passando a terceira parada, vai ter uma parada intermediária. Nesse ponto começa a via A Laçada do Pirocão – 5º Vsup E2 D4, 134 metros. Saindo da parada intermediária, segue até a próxima chapa, ainda da via 10 Anos Depois. Nesse ponto, sai um pouco à direita, rumo ao bloco de pedra à sua frente.
Acabei errando nesse ponto. Fui direto para a base da rampa de aderência que tem logo após o mato que precisa ser vencido. A Luiza falou que teve que sair escalando em simultâneo porque acabou a corda.
Errei a P1 da via, que fica no primeiro bloco de pedra, bem mais próximo.
Depois de apanhar um pouco do mato, consegui achar a P2. A próxima enfiada tem um lance de Vsup de aderência, mas sem nenhum problema de orientação.
O próximo objetivo era chegar entre os blocos para escalar a chaminé em estilo “tesoura”. No primeiro momento, precisa avaliar com calma o que vai fazer, mas as chapas de proteção estão bem posicionadas e vai ser bem intuitivo passar as costuras e chegar ao topo do bloco de pedra que parece uma “piroca”.
Lá de cima, um pouco mal ajeitado, dei segue para a Luiza, que teve um pouquinho mais de dificuldade no lance final devido a ter uma envergadura um pouco menor que a minha.
Nessa via, nos batemos em dois movimentos. Primeiro, sair dessa parada em que estávamos em cima da “piroca” para o bloco da frente. Lance esquisito!
Onde mais perdi tempo, na verdade, foi para achar a parada final da via.
Recapitulando: sair do bloco de pedra “Pirocão” para o bloco da frente. Depois vem mais uma passada de um bloco para o outro. Nesse ponto, eu não vi que tinha uma parada dupla logo que você faz a passada. Acabei subindo muito e tentando achar uma parada dupla já na parte de cima.
Então, fique atento: na segunda passada de bloco, a parada dupla está à sua esquerda, meio escondida, ao lado do buraco que você acabou de passar.
Terminamos a via já no final da tarde. O dia estava muito bonito, mas também já ameaçava que iria virar a qualquer momento.
Arrumar as coisas, comer alguma coisa e pegar a trilha de volta até o carro.
Novamente, o Tucum nos proporcionou um dia inteiro de escalada e diversão em meio às montanhas paranaenses.
Boa escalada!














