De uma pequena caminhada a uma travessia!!!!
Essa caminhada era pra ser um reconhecimento mais apurado da trilha que faz a junção entre o Ferreiro e o Ferraria, eu já tinha passado por essa região a umas semanas atrás mas não consegui me orientar direito.
Na véspera da caminhada quando estava resolvendo a logística para ir até a Fazenda Rio das Pedras, tive a real noção do tanto de gente que estava indo junto, todos amigos que queriam participar da pernada.
Iniciamos a caminhada logo cedo na fazenda, com uma previsão de tempo nada favorável seguimos pela Picada do Cristovão que dá acesso a entrada do Ferreiro. Uma parada rápida na Cachoeira dos Putos, último ponto de água até o cume.
No Ferreiro esperamos um pouco a Rossana e o Julio Fiori que ficaram um pouco para trás. Logo que avistamos eles no campo do Ferreiro, avisamos que desceríamos até o fundo do colo para demarcar melhor a trilha em quanto os dois esperariam no cume.
Caminhada que rendia muito apesar de estarmos em várias pessoas. A trilha estava completamente ensopada, as nuvens tomavam conta de tudo.
Seguimos a trilha que o LDI tinha aberto no ano passado, a intenção original era subir um pouco acima do colo sentido Ferraria, apenas para validar e demarcar esse fundo de vale. Na parada para descanso no campo do Ferraria já prontos para retornar o João soltou uma “já que estamos aqui, porque não tocar até o cume do Ferraria”, eu com minhas ideias de merda completei, “já que vamos até o cume do Ferraria, porque não voltar pelo Taipa e completamos a travessia”. João, Andre e Israel toparam na hora, Bolivia que já conhecia o tamanho da pernada achou melhor retornar para o Ferreiro e se encontrar com os outros dois que estavam por lá, Rafael que estava de ressaca optou por acompanhar o Bolivia.
A questão que isso já era por volta das 17 horas, o tempo estava uma merda, a qualquer momento iria desabar água, mas mesmo assim os 4 retardados seguiram rumo ao cume do Ferraria.
Não precisa nem falar que chegando no cume do Ferraria a chuva chegou junto com a noite, a temperatura foi lá em baixo. Não passamos mais que 15 minutos no cume e já seguimos para o Taipa. Caminhada concentrada para não perder a trilha ou acabar escorregando onde não deviria.
No cume do Taipa foi mais rápido ainda, não chegamos a ficar mais que 5 minutos por causa do frio e do vento. Na descida o João começou a sentir seus joelhos, a velocidade da caminhada caiu muito e levamos um bom tempo para chegar no cruzo do Caratuva. Desse ponto o Andre e o Israel seguiam na frente, não adiantava todo mundo ficar ali passando frio e todo molhando.
Desci com o João bem tranquilo, mesmo vendo ele mancando e já bem cansado, fiquei surpreso com o ânimo e disposição que ainda tinha.
Quando cheguei na fazenda já tarde da noite, encontrei toda galera esperando por nós para jantarmos.
Caminhada pesada, não era o plano inicial mais valeu pela companhia dessa turma animada.









