Via Face Oculta (4º IV E3 D2) | Pedra da Cara – Pancas/ES

Via Face Oculta (4º IV E3 D2) | Pedra da Cara – Pancas/ES

30 de dezembro de 2025 0 Por Natan

Pancas é um lugar muito legal para quem gosta de escaladas longas. Rodeada por grandes montanhas e paredes, a pequena cidade capixaba entrou há bastante tempo no roteiro de escaladores de todo o Brasil.

Eu sou de Curitiba, bem longe dessas escaladas, mas já tive a oportunidade de fazer algumas visitas à região.

Dessa vez, a escolhida foi a Face Oculta, uma via de 4º IV E3 D2, com 300 metros, localizada na Pedra da Cara e que faz parte das 50 Clássicas do Brasil, do guia do Flávio Daflon.

É uma escalada linda, com uma linha bastante agradável e um visual fantástico de Pancas e das montanhas ao redor.

Estávamos em pleno mês de dezembro. Sabemos que essa não é exatamente a melhor época para encarar paredes longas, mas era a brecha que tínhamos para conseguir escalar tão longe de casa.

Como o calor vinha forte nos últimos dias e a previsão para o dia da escalada não era diferente, optamos por começar bem cedo. A ideia era estar de volta até o meio-dia, se possível, porque durante a tarde não teríamos condições de permanecer na parede por causa do calor.

Saímos pouco antes das 6 horas da manhã do Camping Cantinho do Céu, do nosso amigo Fabinho. Um lugar muito agradável e com toda a estrutura para receber a galera que vai para a região escalar.

Em poucos minutos já estávamos em frente à Pedra da Cara, prontos para começar a caminhada.

O acesso até a base da via leva aproximadamente 1 hora.

Olhando da estrada, você vai enxergar dois grandes costões. Pegue o da esquerda. Somente depois de subir um pouco é que vai perceber que existe outro costão mais à esquerda, alinhado com a via. É para lá que você vai, mas só será possível identificar melhor esse trecho quando estiver mais alto.

Durante a caminhada pelo costão você vai encontrar alguns totens indicando o caminho, além de algumas chapas utilizadas para rapelar a encosta.

Uma árvore seca, que pode ser vista de longe, é a referência para chegar à base. É ali que começa a Face Oculta.

As duas primeiras enfiadas não têm muito segredo. A linha é bastante reta, com poucas proteções e predominância de escalada em aderência.

A atenção maior fica para a terceira e a quarta enfiadas. São trechos um pouco mais exigentes em relação ao restante da via e que também exigem mais atenção na orientação.

Como as proteções são mais espaçadas, pode surgir aquela dúvida clássica durante a escalada: qual é o melhor caminho até a próxima proteção?

Na terceira enfiada essa dúvida aparece com mais força. É importante observar bem a linha antes de simplesmente seguir para cima.

Depois disso, a última enfiada é tranquila e leva até o cume.

A vista é um tesão. As montanhas e as grandes paredes de Pancas ao redor fazem você pensar nas centenas de possibilidades de escalada que dá para fazer.

A Face Oculta é uma escalada que dá para fazer tranquilamente em meio período. Mesmo assim, vale começar cedo. Além de escapar do calor, você consegue fazer a aproximação, escalar e retornar com mais tranquilidade e sem precisar ficar correndo contra o relógio.

Atenção especial para o rapel. São cordadas cheias e é importante prestar bastante atenção durante toda a descida, principalmente na organização das cordas e na conferência dos pontos.

Uma escalada clássica, bonita e bastante agradável para conhecer um pouco mais das paredes de Pancas.

Boas escaladas!

Placa mostrando a entrada no mato.

No inicio da encosta.

Saída da encosta para atravessar o pequeno vale. Repare nos totens que orientam o caminho correto.

Inicio da via.

Luiza na segunda enfiada da via.

Linda vista do vale de Pancas.

Terceira e quarta enfiada um pouco mais íngreme.

Luiza chegando no cume da Pedra da Cara.

Pedra da Agulha. Montanha essa que abriga a via Chaminé Brasília, a maior do Brasil.

Natan e Luiza. Cume da Pedra da Cara.

Rapel. Atenção nos rapeis.

 

VÍDEO COMPLETO DA ESCALADA